sábado, 25 de julho de 2009

SELEÇÃO DE ESMALTES PARA PEÇAS CERÂMICAS-RESISTÊNCIA AO RISCAMENTO


Tabela V


Peça cerâmica com riscamento generalizado .
Local : Cozinha Edifício Residencial



Para a obtenção de esmaltes com características adequadas a sua aplicação, é necessário definir, além da composição da frita base, a formulação da suspensão de esmalte e as condições de aplicação e queima. A influência de fatores como os aditivos utilizados e a temperatura de queima sobre as características do esmalte são muitas vezes desconhecidos. Este trabalho apresenta o método utilizado na condução dos testes de aplicação de esmaltes e os resultados obtidos para as características das superfícies esmaltadas. Foi analisada a influência de parâmetros da formulação do esmalte e temperatura de queima sobre as características de porosidade e dureza da superfície obtida. A utilização de um arranjo ortogonal de Taguchi auxiliou na escolha dos fatores e parâmetros dos testes de aplicação, definiu a seqüência de experimentos realizados e as propriedades medidas. As características avaliadas foram: a porosidade, a dureza ao risco, a dureza Mohs, a dureza Vickers e as características visuais. Após a realização dos experimentos foi possível identificar a formulação e os parâmetros que conferiram os melhores resultados quanto à aplicação pretendida para o esmalte.

Influência dos fatores sobre a dureza Mohs

Observando-se os dados da Tabela V, percebe-se uma incoerência dos valores de dureza Mohs com relação às demais características medidas. Os esmaltes que apresentaram os maiores valores de dureza ao risco e dureza Vickers não correspondem aos esmaltes com maior dureza Mohs. Tampouco se observou alguma influência significativa dos fatores sobre esta característica. O ensaio de dureza Mohs consiste em riscar a superfície com materiais gradativamente mais duros, na escala Mohs e verificar a partir de que ponto da escala os riscos se tornam visíveis na superfície do material. Esta determinação depende, portanto, de uma avaliação visual e subjetiva, podendo haver grandes variações dependendo da luminosidade do ambiente, refletividade da superfície e, inclusive, da acuidade visual da pessoa que realiza a avaliação. Deste modo, a determinação da dureza Mohs demonstra ser inadequada para uma avaliação quantitativa da resistência à abrasão do material.

Fonte :C. Lira; O. E. Alarcon

Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Rua Osvaldo da Rocha Pires 247, Sambaqui, Florianópolis, SC 88051-145 claudialirasc@yahoo.com.br

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