domingo, 27 de setembro de 2009

NBR 9646 – PROJETO DE REDES COLETORAS DE ESGOTO SANITÁRIO


Refluxo de esgoto

A partir de 1986 com a divulgação da norma NBR 9646 da ABNT , o Brasil passou ater os mais avançados critérios hidraúlicos de dimensionamento de redes coletoras de esgoto , utilizando os conceitos de tensão trativa e de velocidade crítica .

A utilização do conceito de tensão trativa para dimensionamento da rede coletora possibilitou a diminuição das declividades e profundidades das redes .Por outro lado , aumentou a necessidade de operação e manutenção maior , visto que nas nossas redes há lançamentos não previstos de águas pluviais e de matéria sólida e outros materiais que podem obstruir as redes .

Na administração de um sistema de esgoto é sem dúvida , a sua manutenção , a tarefa de maior responsabilidade .Para cada problema observado deve ser utilizado o equipamento de manutenção adequado .
Para o gerenciameno de redes de esgoto deve ser utilizado ferramentas adequadas , com o uso de modelagem hidraúlica e de um sistema de informações geográficos ou de outros equipamentos similares .

No Brasil , teoricamente utiliza-se o sistema de esgoto urbano do tipo separador absoluto .Entretanto , como não há um controle rigoroso para se evitar a contribuição de águas pluviais no sistema de esgotos , na prática , o sistema é separador parcial , conforme demonstram os dados de pesquisas apresentados a seguir :

a) 1952- Estudos realizados no sistema de esgoto de São Paulo pela Empresa Greeley & Hansen constatou um aumento de 32% devido a contribuição de águas pluviais ;

b) 1965 - Estudos a cargo da Empresa Hazen & Sawyer mostraram que a vazão em períodos chuvosos aumentava 40% no grande emissário de São Paulo ;

c) 1973 - Estudos feitos pela Sanesp na região metropolitana de São Paulo abrangendo 5 sub-bacias apresentaram resultados que atingiram 6,0 L / s.km como vazão máxima em dias chuvosos , o que correspondem a aumentos de 200% sobre os valores em tempo seco .

Fonte : Milton Tsutiya

Em São Paulo , a Sabesp , responsável estadual pelo saneamento básico , desenvolveu estudos e experiências desde 1980 e,através de norma interna de 1983 passou a utilizar o critério de tração trativa para determinação da declividade mínima , adotando o valor de 1 Pa para tensão trativa . Estudos posteriores constataram que esse limite é desfavorável à formação de sulfetos em canalizações com diâmetros maiores que DN 300 , sulfetos esses responsáveis pela formação de ácido sulfúrico junto à geratriz superior dos tubos , causando a deterioração de materiais não imunes à ação desse ácido .
Fonte :Azevedo Netto

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