domingo, 20 de dezembro de 2009

VIDROS :CONTROLE DA LUZ E DO CALOR III


Centro empresarial Times Square: vidro SG SI-20 On Clear, da Guardian


Figura 2 - Espectrofotometria Gráfico do espectro solar mostra a curva de distribuição das ondas da radiação oriundas do sol, tomando como base seus comprimentos de onda e suas freqüências.


Figura 1 - Coeficiente fotoenergético

Segundo Paulo Duarte, o vidro refletivo deve ser especificado sempre que a incidência de radiação solar sobre uma fachada for excessiva, resultando no aquecimento interno do ambiente. Mas, observa ele, a escolha não é tão simples. É importante, antes de se falar sobre as características de especificação de um vidro refletivo, saber como ocorrem os fenômenos físicos que comandam o desempenho desse produto e como a radiação solar incide sobre uma construção, particularmente sobre as fachadas e coberturas

Entre 0 e 380 nanômetros estão as radiações ultravioleta (UV), que são invisíveis ao olho humano e têm características benéficas e maléficas para o homem. Na faixa entre 380 e 800 nanômetros, temos o espectro da luz visível, que, começa nas freqüências mais altas do violeta, passa pelo azul e vai pelo verde, amarelo até chegar ao vermelho, passando depois para as radiações no infravermelho (IV), que também são invisíveis e concentram mais calor (figura 2).

A radiação refletida não faz parte da energia que passa por transmissão direta, e vice-versa. Quando o vidro reflete demais, passa pouca radiação; quando absorve demais, além de permitir passar menos radiação, reduz a parcela refletida. A combinação entre os percentuais de radiação transmitida, refletida e absorvida definem o desempenho fotoenergético do vidro; o bom desempenho é o balanço desejável entre a transmissão de luz direta e o bloqueio máximo de calor. Este balanço ocorre matematicamente para cada comprimento de onda e vai muito além de simples cálculos aritméticos.


Não é fácil mensurar ou quantificar os valores fotoenergéticos, porém existem alguns coeficientes que definem seus índices. O balanço a considerar, na realidade, ocorre entre os percentuais de radiação, em todos os comprimentos de onda. No entanto, para a análise de um vidro para construção civil, são de grande interesse os valores relativos à luz visível. Por essa razão, alguns dos coeficientes analisados se referem à radiação luminosa e outros à radiação em todo o espectro. Só os especialistas analisam esses dados para comprimentos de onda específicos.

Para isso, devem ser considerados os seguintes coeficientes:
• Transmissão luminosa direta (TL) - em %.
• Refletividade luminosa externa (Re) - em %.
• Refletividade luminosa interna (Ri) - em %.
• Absorção de energia pelo vidro (AE) - em %.
• Fator solar (FS) - em %. É o coe- ficiente que indica a quantidade de radiação total que penetra no ambiente, considerando a transmissão direta e a radiação reirradiada pelo vidro - que depende da AE.
• Coeficiente de sombreamento (CS) - é outra maneira de expressar o FS, sendo a razão entre o FS do vidro analisado e o FS de um vidro monolítico padrão incolor de 3 milímetros.
• Valor U verão (Uv) - em unidades decimais, em W/m2.BC, é o coeficiente de transmissão de energia através do vidro. Essa transmissão ocorre devido à diferença de temperatura entre os lados externo e interno.
O que se procura, portanto, são coeficientes TL entre 30% e 50%, Re inferior a 25%, Ri inferior a 15%, AE inferior a 70%, FS inferior a 39%, CS inferior a 0,45 e valor Uv menor que 6,3 W/m2.BC.

Fonte : Finestra-edição 38

Nenhum comentário:

Postar um comentário