domingo, 20 de dezembro de 2009

VIDROS :CONTROLE DA LUZ E DO CALOR IV


Figura 3- Faces do vidro


Cobertura da piscina do Hotel Hilton: vidros laminados refletivos da Santa Marina.

No balanço fotoenergético, a dificuldade está em encontrar o equilíbrio entre a quantidade de luz e de calor transmitida para dentro do ambiente e a quantidade de luz refletida internamente. Nesse caso, vale lembrar: se a quantidade de luz direta transmitida for diminuída, haverá escurecimento do ambiente interno com efeitos negativos sobre a visão, exigindo-se mais energia para iluminação artificial; pode ocorrer, ainda, um efeito psicológico depressivo. A luz refletida causa o aspecto espelhado do vidro, resultando nas "caixas-espelho", que estão se tornando cada vez mais indesejáveis.

O vidro refletivo não é um espelho, ele reflete parcialmente para o lado onde há mais luz. Isso significa que durante o dia a reflexão é externa e durante a noite é interna, e se essa reflexão é excessiva o resultado pode ser desagradável. Portanto, passa a interessar o percentual de refletividade interna.

Alta, média e baixa reflexão

Não há uma classificação oficial, a interpretação desses dados é muito subjetiva. No entanto, nota-se uma tendência, há mais ou menos seis anos, no sentido de seleção de vidros menos refletivos. Para o arquiteto Paulo Duarte, esse conceito deve ser bem entendido, pois a maioria dos profissionais se preocupa apenas com o aspecto externo e esquece ou desconhece o fato de que, ao escurecer o dia, os mesmos vidros passam a ser refletivos internamente. Um dado importante e muito negativo é que, na maioria dos casos, os vidros de alto desempenho, como os de controle solar, apresentam coeficiente de refletividade interna (Ri) superior ao de refletividade externa (Re). Ou seja, se o arquiteto aceita ou deseja um vidro mais refletivo externamente, terá também maior refletividade internamente.

Paulo Duarte afirma que é possível classificar os vidros da seguinte maneira:

alta refletividade - refletividade externa superior a 25%;
média refletividade - refletividade externa entre 25% e 15%;
baixa refletividade - refletividade externa inferior a 15%.

Vidros coloridos

Os vidros coloridos refletivos tendem a enfatizar a refletividade interna, obrigando a uma revisão dos valores fotoenergéticos. Portanto, é importante considerar também o efeito da cor do vidro. Pode-se obter um vidro colorido refletivo de três maneiras.

A primeira é aplicando uma camada refletiva na face 2 do vidro monolítico incolor, que reflita uma cor - verde, azul, dourado etc.

A segunda ocorre com a aplicação de uma camada refletiva neutra - geralmente o prata neutro - na face 2 de um vidro monolítico colorido na massa. Nesse caso, a luz refletida adquire a cor da massa do vidro, podendo ser verde, bronze, cinza e variações.

A terceira e última maneira é aplicar a camada refletiva neutra na face 3 de um vidro laminado e colocar um filme colorido de PVB. Sendo os vidros incolores, a luz refletida atravessa a lâmina incolor e o PVB colorido, reflete na face 3 do segundo vidro e atravessa novamente o PVB, resultando na cor refletida correspondente ao PVB (figura 3).

Fonte : Finestra-edição 38

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