domingo, 20 de dezembro de 2009

VIDROS :CONTROLE DA LUZ E DO CALOR V



Sede administrativa dos Laboratórios Pfizer, São Paulo: vidros refletivos Blindex.

É preciso ficar atento à cor do vidro monolítico ao especificar um vidro refletivo. A utilização de vidros coloridos influencia a cor refletida e altera o desempenho fototérmico do vidro refletivo, reduzindo a transmissão de luz direta, melhorando o fator solar e piorando a absorção de calor, porque aumenta a absorção de energia pelo vidro

A escolha adequada

Após conhecer as particularidades que envolvem a concepção de um vidro refletivo, para especificá-lo é necessário observar os seguintes itens:

• Escolha o que melhor atender ao cliente e à obra. Isso implica conhecer o que o projeto de ar condicionado requer como desempenho do vidro para melhor suprir as necessidades de conforto térmico, com eficiência e economia.
• Não se pode escolher a cor do vidro considerando cores de encomenda; vidro não é tecido nem tinta, suas composições são limitadas.
• Nem sempre o vidro que apresenta exatamente a cor desejada é aceitável para o projeto. Nesse caso, deve-se fazer outra opção, para se obter uma alternativa que melhor se adapte ao projeto.
• O vidro refletivo tem reflexão para fora e para dentro do edifício, geralmente mais para dentro, e a reflexão interna pode apresentar uma cor detestável.
• Para resolver problemas acústicos, não é preciso procurar vidros insulados (duplos). Um laminado geralmente resolve melhor o problema, com custo menor.
• Vidro insulado com um componente refletivo oferece melhores coeficientes fotoenergéticos do que o vidro monolítico ou laminado, além de diminuir a transferência de calor - fator U mais baixo.

Também é preciso considerar o nível adequado de iluminação e determinar o bloqueio correto das radiações que mais conduzem o calor, de modo a reduzir a quantidade dele que penetra nos ambientes. O bloqueio de calor também implica o bloqueio da luz visível.
No caso do Brasil, um país que se estende desde a latitude 5B norte até 33B sul, temos a seguinte situação: grande parte do país na região tropical, parte no hemisfério norte e parte no sul, alguns Estados na região equatorial e Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul abaixo do trópico de Capricórnio. Isso significa que a incidência da radiação solar vem em diferentes ângulos nas diversas regiões e há um período de insolação maior em algumas delas.
Assim, é indicado selecionar vidros de média refletividade nos estados das regiões Norte e Nordeste e de baixa refletividade no Sul e Sudeste. Deve-se bloquear mais luz natural na região Norte e menos no Sul.

Os aspectos estéticos relativos às refletividades externa e, principalmente, interna também devem ser considerados, pois ninguém quer estar num quarto de hotel, por exemplo, de onde se pode observar uma bela paisagem, e, ao olhar através do vidro, ver quase somente sua própria imagem refletida.
De modo geral, é vantajoso haver incidência de luz natural suficientemente alta para garantir iluminação confortável no ambiente interno, sem excessos. Mas esse nível de iluminação é diferente para usos distintos. "Num quarto de hospital, por exemplo, é desejável um nível mais baixo de luminosidade, e numa UTI deve ser mais baixo ainda. Já no solário ou nas áreas previstas para exposição ao sol, o nível sobe", afirma Paulo Duarte.
"Para um escritório comum, o nível deve ser relativamente alto, mas sem desconforto. Nos locais em que haja predominância do uso de computadores, esse nível deve ser mais baixo, ou a visibilidade das telas será péssima."
Já as condições térmicas do ambiente têm variação menor para se atingir o ideal. O quanto se deve bloquear pode variar de acordo com a orientação da fachada, a estação do ano, o local em que se encontra a edificação e o uso. Mas a variação é pequena. E, considerando um país tropical, sempre é preciso diminuir razoavelmente a quantidade de calor que penetra no prédio.
Para coberturas, segundo Paulo Duarte, são indicados vidros que tenham baixo coeficiente de sombreamento (CS), menor que 0,40; transmissão luminosa (TL) entre 25% e 40%; refletividade interna (Ri) inferior a 18%; e valor Uv menor que 3 W/m2.BC.

Fonte : Finestra-edição 38

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