sexta-feira, 26 de março de 2010

MOTORES ELÉTRICOS DE ALTO RENDIMENTO



A partir de 09/12/2009, todos os motores elétricos de indução trifásicos produzidos no Brasil passaram a ser de alto rendimento. 

A medida afeta cerca de 70% a 80% do universo de motores no país, um mercado que tem produção anual em torno de 1,1 milhão de unidades. 

Com a produção exclusiva de motores de alta eficiência, espera-se uma economia de energia da ordem de 1,58 TWh/ano, avaliada em cerca de US$ 47,4 milhões/ano. 

Fruto do processo de regulamentação técnica desenvolvido desde 1992, com forte atuação da Eletrobrás e do Inmetro, por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), a conquista coloca o Brasil num seleto grupo de sete países, ao lado de Estados Unidos, Canadá, México, Austrália, Nova Zelândia e Coreia. 

A regulamentação teve início com a Lei nº 10.295, de 2001, que incumbiu o Poder Executivo de estabelecer níveis máximos de consumo específico de energia ou níveis mínimos de eficiência energética de equipamentos.

O Comitê Técnico de Motores, coordenado pela Eletrobrás, foi o responsável pelo desenvolvimento da Regulamentação Específica de Motores, aprovada pelo Comitê Gestor de Indicadores de Eficiência Energética, sob coordenação do Ministério de Minas e Energia. 

Em 2002, foram estabelecidos os valores obrigatórios de eficiência nominal mínima em duas categorias: motores padrão e de alta eficiência. 

Em dezembro de 2005, por fim, foi estabelecido o Programa de Metas, que definiu um prazo de quatro anos para que apenas motores de alta eficiência fossem produzidos no país, concedendo mais seis meses para a comercialização do estoque.

Trata-se da primeira experiência, no Brasil, de transformação de mercado de produtos eficientes por meio do uso de instrumentos regulatórios. 
Fonte : Eletrobrás

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