quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

FIOS E CABOS ELÉTRICOS NADA CONFIÁVEIS


 O Instituto de Nacional de Metrologia (Inmetro) recebeu denúncia da Associação Brasileira pela Qualidade de Fios e Cabos Elétricos (Qualifio) de que quatro marcas de fios e cabos elétricos — que têm o selo de qualidade do Inmetro — estavam sendo vendidas no varejo fora dos padrões técnicos de qualidade e segurança. O Inmetro recolheu amostras de 35 marcas, entre elas duas das marcas denunciadas pela Qualifio, e confirmou a falta de qualidade nos fios e cabos da Valecon e Wax. Os testes comprovaram que os fios tinham até 60% menos de cobre e menos isolamento térmico (capa protetora do fio), o que diminui a condutividade da energia, esquenta o fio e aumenta muito a possibilidade de curto-circuito. O Inmetro recebeu o ofício da Qualifio em outubro e recolheu no mercado 35 marcas. Das 18 marcas de fios, cinco estavam fora norma técnica: quatro por terem menos cobre e uma por ter menos capa protetora, o que facilita que o fio derreta, aumentando a possibilidade de curto-circuito. Das 17 marcas de cabos, seis foram reprovadas por causa de detalhes na fabricação do produto, cobre a menos e pouca capa protetora. Alfredo Lobo, diretor de Qualidade do Inmetro, diz que entre as marcas reprovadas estão a Valecon e a Wax: — Não costumamos divulgar as marcas fora da conformidade porque primeiro falamos sobre as irregularidades com a entidade certificadora, que emite o selo de qualidade, e com a própria empresa. Avaliamos se a nãoconformidade é ocasional, porque pode ter ocorrido um problema na linha de fabricação; ou se é intencional, para a empresa ter mais lucro. Como ainda não falamos com as empresas reprovadas, não podemos divulgar o nome delas. Só estou confirmando essas duas marcas porque foram denunciadas pela Qualifio. Renato Pereira, advogado da Qualifio, explica que a associação reúne 18 fabricantes e seu objetivo é monitorar a qualidade dos fios e cabos elétricos. — Coletamos os produtos no varejo e fazemos testes para verificar se todos os que têm selo mantêm a qualidade que foi certificada pelo Inmetro. O cobre, que representa 70% dos custos dos fios e cabos, é uma commodity cara. Para ter um preço competitivo, algumas empresas podem estar diminuindo a quantidade do metal na fabricação dos fios. O consumidor não sabe disso e corre riscos de incêndio por curto-circuito. Verificamos que as marcas Conducema, Conduelli, Valecon e Wax estavam fora da norma técnica. No caso da Wax, produzida pela Soberano — afirma Pereira — não foi a primeira vez que a associação verificou baixa qualidade, por isso foi aberto um processo no Ministério Público (MP). A empresa está discutindo com o MP a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (Tac) e a próxima reunião está marcada para 12 de fevereiro. — A redução do cobre na fabricação pode aumentar o lucro da empresa em cerca de 35%. Recolhemos fios e cabos da Wax nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Paraná e Brasília. E verificamos o mesmo tipo de irregularidade. Portanto, não se trata de um caso isolado, por isso informamos ao Inmetro, abrimos um processo no Ministério Público e também estamos enviando um ofício para o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC). Pereira observa ainda que o consumidor deve prestar atenção, ao comprar fios e cabos, se está marcado no fio o nome do fabricante e o selo do Inmetro. Essa é uma forma de saber qual material está sendo usado em uma construção: — Os bombeiros afirmam que curtocircuito é o segundo maior motivo de incêndio. Se houver um incêndio, o consumidor poderá verificar se o acidente foi causado pelo fio e responsabilizar o fabricante. Se não houver marca, a única saída é responsabilizar o comerciante, isto se ele tiver a nota fiscal. Alfredo Lobo explica que a entidade certificadora renova, ou não, o selo de qualidade de seis em seis meses. Para saber se o produto que está chegando ao varejo tem a mesma qualidade do fio que foi certificado, existe o programa de teste de conformidade. Mas é uma fila de produtos e o teste no varejo pode levar anos. Para melhorar essa fiscalização, o Inmetro está pensando em implementar a Verificação de Conformidade por Agente Externo. A experiência já começou a ser feita com a Associação Brasileira das Indústrias de Extintores de Incêndio (Abiex): — A idéia é que essas associações façam o controle de qualidade, como faz hoje a Qualifio, mas com os parâmetros dados pelo Inmetro. Um problema maior ainda são os produtos encontrados no varejo que nem tem o selo de qualidade obrigatório do Inmetro. Renato Pereira diz que a Qualifio recolheu no mercado as seguintes marcas nãocertificadas: Elite, Lotus, NTT Condutores, Ouro Preto e Formatel. A associação informou ao Inmetro onde encontrou as marcas. Agora, o Inmetro está informando ao Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), para que as marcas sejam recolhidas do mercado e as empresas multadas. Empresa diz que falha foi caso isolado e que resolveu problema Salvador Fernando Delgado, proprietário da Valecon, disse que recebeu a notificação da Qualifio e, juntamente com a sua entidade certificadora, fez o rastreamento dos problemas e já está corrigindo as falhas apontadas. Ele garante que apenas alguns lotes foram afetados. A Soberano, fabricante do cabo Wax, afirma que todas as etapas do processo de fabricação são acompanhadas rigorosamente. Analisando o problema denunciado, a empresa concluiu que ele ocorreu no equipamento que reúne os filamentos que traduzem a formação dos cabos. Esse equipamento possui um dispositivo de parada automática que desliga o mesmo, toda vez que qualquer um dos filamentos se rompe. Infelizmente, esse dispositivo não atuou. Depois de percebida a falha, o equipamento foi desligado manualmente, e o produto com problema foi retirado. O dispositivo foi consertado e a fabricação continuou, sem que o produto tivesse sido descartado. Por uma falha operacional, ele foi para o setor de isolamento juntamente com os outros produtos. A empresa esclarece que o episódio teria sido um caso isolado e que, depois disso, foi feito um treinamento mais rigoroso para todos os operadores da fábrica, de modo a resolver o problema.

Fonte:Fios e cabos elétricos nada confiáveis - 28/01/2008
Setor Elétrico
Assunto : Fios e cabos elétricos nada confiáveis
O GLOBO

8 comentários:

  1. BEM A EMPRESA BLUCABOS VENDE FIOS E CABOS DE PÉSSIMA QUALIDADE EU SOU ELETRICISTA E FIQUEI HORRORIZADO ELES COLOCAM O MINIMO POSSIVEL DE COBRE E O RESTO É SÓ CAPA PARA ENGANAR TROUXA QUE NÃO CONHECE FIOS MAS EU TENHO 10 ANOS DE ELETRICISTA E FIZ CURSO NO SENAI ELES RESIDEM NA RUA DR:BLUMENAL 7790 ENCANO BAIXO INDAIAL SC FONE 47-33943607 É TUDO QUE SEI DESSES LADÃO.A MARCA DO FIO É PREMIUM ,PARECE ATE PIADA MAS NÃO É.

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    1. ENTÃO COM CERTEZA VC FALTOU NA AULA DE CONDUÇÃO ELÉTRICA 750V

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  2. Absurdo esse comentario da qualifio, pois essa instituicao e dirigida pelos grandes fabricantes de fios querendo derrubar os pequenos fabricantes, pois com certeza eles tambem tem seus problemas de qualidade porem nao os divulga.

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  3. A qualifio denuncia apenas as empresas as quais não são associadas a ela , pois elas tem grandes problemas de qualidade porem não são denunciados. CARTEL

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  4. É uma vergolha o que esta acontecendo em Natal no Rio Grande do Norte com as empresas Natal Cabos e Nordest Cabos (Laminort) onde o produto dela é somente o plástico não tem cobre.
    Será que as autoridades não vão tomar providencias

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  5. qual o melhor fio eletrico do mundo? sera que o fio pirelli pode ser usado na inglaterra? na alemanha? ou sera que só é bom no brasil? Alguem sabe responder?

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  6. existe algum fio eletrico na inglaterra, alemanha, estados unidos, frança ou em algum outro país, que a maritaca não danifica? algum engenheiro eletrico conhece algum fio que a maritaca não consegue danificar?

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  7. eu quero saber da linha de cabos eletricos vathisa

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