sábado, 19 de março de 2011

AVALIAÇÃO DO CONFORTO TÉRMICO









Resumo

Neste artigo apresenta-se a avaliação do desempenho térmico de uma tipologia habitacional térrea (TI24A) executada pela CDHU - Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo, utilizando o sistema construtivo de painéis monolíticos de concreto moldados in loco, com painéis de diferentes espessuras (8, 10 e 12 cm) e massas específica variando entre 1600 e 2400 kg/m . 

Analisou-se especificamente a influência dos tipos de vedação no desempenho térmico de habitações sem laje. Foram determinados os critérios iniciais de estudo (definição da tipologia habitacional térrea, levantamento de dados comportamentais dos usuários e determinação das cidades) e executadas simulações computacionais (inverno e verão), para 4 cidades do Estado de São Paulo (São Paulo, São Carlos, Santos e Presidente Prudente), empregando o software Arquitrop 3.0. 

Observou-se que para inverno e verão, nas tipologias térreas analisadas, a variação de massa específca do concreto pouco influenciou nos resultados, já a variação das espessuras dos painéis representou maiores diferenças nas temperaturas internas. Para o inverno foi atendido o nível mínimo de desempenho térmico para grande parte das cidades, com exceção de Santos. Para o verão, somente para a cidade de São Paulo o nível mínimo de desempenho térmico foi atendido de acordo com a norma “NBR15575-1 Edifícios habitacionais de até 5 pavimentos – Desempenho, Parte 1: Requisitos Gerais”.


4.  Conclusões
Observou-se que para inverno e verão, nas tipologias térreas analisadas, o uso de diferentes massas específicas para o concreto pouco influenciou nos resultados. Já a variação de espessura dos painéis representou maiores diferenças nas temperaturas internas das tipologias. Isso se deve ao fato de uma maior a espessura da parede, implicar numa menor intensidade do fuxo térmico e conseqüentemente uma diminuição das trocas de calor por condução entre o ambiente interno e externo.

No inverno pelo menos o nível mínimo de desempenho (M) (T mínima interna ≥ T mínima externa + 3ºC) foi atendido para grande parte das localidades analisadas, com exceção da cidade de San-tos. Destacaram-se as tipologias com vedação vertical de concre-to com massas específcas mais elevadas e maiores espessuras, com temperaturas pouco mais elevadas.





As condições de desempenho térmico para o verão, em grande parte dos casos, não atendeu aos requisitos mínimos da NBR 15575-1. Para a cidade de São Paulo somente a tipologia com painéis de 12 cm de espessura e massa específica 2400 kg/m³ atendeu ao nível mínimo de desempenho (M) (T máxima interna ≤ T máxima externa). Isso mostra que para essa estação, quase totalidade dos tipos de painéis empregados nas habitações térreas sem laje não estão adequados em relação ao desempenho térmico.


Diante dos resultados obtidos, salienta-se que deve ser evitada a recorrente reprodução de tipologias habitacionais sem uma preocupação maior com as especificidades regionais. 

A elaboração de projetos de habitação de interesse social adequados ao clima e as características locais, representa além dos benefícios para os próprios moradores, a melhoria dos assentamentos humanos e da qualidade de vida nas cidades brasileiras.


http://www.ibracon.org.br/publicacoes/revistas_ibracon/riem/volume4_n1.asp

Fonte :Vedações verticais moldadas in loco : avaliação do conforto térmico de habitações térreas no Estado de São Paulo -IBRACON

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