quinta-feira, 21 de abril de 2011

RECUPERAÇÃO DE PISO EDIFÍCIO COMERCIAL EM BRASÍLIA-DF




 Vista frontal do Edifício VARIG

Estado do piso antes da recuperação

Dosagem de GLENIUM 51 e medição do abatimento do concreto

 Aplicacão do concreto sobre a camada de MASTERFIX C com a tela de aço já posicionada

Piso acabado após 3 dias de cura úmida


Piso acabado após 3 meses do término dos serviços

Edifício Varig 

Brasília (DF)




Recuperação do Piso da Garagem 

Proprietário: Edifício Varig 

Contratante: Construtora LDN

Projetista: Mauro Santos Mendes – Bloco Engenharia

Localidade: Brasília (DF)

Distribuidor: Impercia Atacadista Ltda.

Data: Maio e Junho/2004

Produtos Utilizados:
Confilm – Redutor de evaporação superficial
Glenium 51 – Aditivo superplastificante de nova geração
Mastefiber 20 – Fibra de polipropileno
Masterfix C – Ponte de aderência base cimentícia
Masterkure 201 – Agente de cura para concretos e argamassas
Mastermix 390 RB – Aditivo plastificante polifuncional retardador redutor de água
Rheobuild 1000 – Aditivo superplastificante de pega normal para concreto
Ultra – Selante monocomponente tixotrópico à base de poliuretano

Tipo de Indústria: Edificações Comerciais

Área total: 16.000 m2


Descrição:

O Edifício Varig é uma das principais edificações de Brasília, abrigando escritórios de filiais e matrizes de várias das principais empresas brasileiras. Formado por quatro grandes pétalas independentes, situa-se no bairro da Asa Norte, mais precisamente, no Setor Comercial Norte, onde o m2 construído chega a custar mais de R$ 5.000,00 (cinco mil reais)

Constantes problemas de infiltrações, degradação da garagem, flambagem e desplacamento do revestimento granítico da fachada, fizeram com que fosse travada uma batalha judicial entre o condomínio e a construtora para a recuperação dessas patologias.

A recuperação da edificação se deu basicamente em três etapas:

• Recuperação total das impermeabilizações
• Remoção e substituição de toda a fachada da edificação
• Recuperação do piso da garagem

Estima-se que foram gastos até o presente momento nesta edificação mais de R$5.000.000,00 (cinco milhões de reais) nas obras citadas anteriormente. A Impercia Brasília participou ativamente destes todos esses projetos e descreve abaixo as linhas gerais da última etapa, a recuperação do piso.


Desafio:

O piso da garagem da edificação estava apresentando desgaste acelerado, com vários buracos, fissuras, exposição dos agregados graúdos e, por conseguinte, desprendendo grande quantidade de pó.

A garagem é constituída por dois subsolos. O segundo subsolo foi feito no sistema de piso de concreto em damas de aproximadamente 1,50 x 1,50 m. O piso do primeiro subsolo foi feito em argamassa com espessura média de 5 cm sobre concreto desempenado.

Vários foram os desafios da obra:

• Recuperar a área rapidamente com o menor transtorno possível para os usuários da edificação.

• Desenvolver um sistema em concreto armado que fosse totalmente aderido ao concreto no caso do piso do primeiro sub-solo e que tivesse capacidade de absorver as deformações da laje estrutural em concreto desempenado.

• Desenvolver um concreto que pudesse ser bombeado e transportado a grandes distâncias, uma vez que o piso do primeiro subsolo não poderia receber a carga de um caminhão betoneira, impedindo também que ele chegasse à rampa e atingisse o segundo subsolo.

• Devido ao fato do edifício estar localizado em uma região central com congestionamento de veículos, longe do setor das concreteiras, os caminhões não poderiam vir pouco carregados. Devido ao fato da espessura de reparo do piso do primeiro subsolo poder ser no máximo de 5 cm, gerando um baixo consumo de concreto por m2 de piso, a aplicação seria lenta. Por todos estes motivos, o concreto deveria manter um longo tempo de manutenção de fluidez, além de baixa relação a/c para ter suas características físicas atendidas.

• O concreto não poderia apresentar trincas e fissuras no piso, pois, em Brasília, a umidade relativa do ar é muito baixa nesta época do ano (maio e junho) e os cimentos são extremamente finos.

• As juntas deveriam ser preenchidas por material que suportasse o tráfego de veículos e tivesse uma dureza shore A superior a 50, mas que tivesse comportamento elástico.


Solução:

Para que cada item desejado pelas partes (projetista, condôminos, construtora e concreteira) fosse atendido, a Impercia introduziu a tecnologia dos produtos da BASF Construction Chemicals Brasil.

Piso do Primeiro Subsolo:

A primeira etapa foi a demolição e remoção da argamassa de capeamento da laje de concreto desempenado. Para evitar transtornos, a demolição, bem como a condução dos serviços, foram realizadas por etapas, de modo a garantir mínima área e um mínimo tempo de interdição da garagem.

Em segundo lugar foi feito o fresamento do concreto da laje para aumentar a área de contato e obter maior aderência. Em seguida, o piso era umedecido e na seqüência era aplicada a ponte de aderência MASTERFIX C como promotora de aderência entre o velho concreto e novo concreto do piso. A tela de aço era colocada e ajustada em relação à sua altura e cortada em relação à largura do pano recuperado.

Ao mesmo tempo, o concreto de 30 MPa, que já havia deixado a concreteira com o aditivo plastificante MASTERMIX 390 RB e a fibra de polipropileno MASTERFIBER 20, com o objetivo de reduzir a possibilidade de fissuramento do piso pela redistribuição de tensões, recebia na chegada ao local, a adição de 0,7% do aditivo superplastificante GLENIUM 51 para que o abatimento passasse de 6 cm para 20 cm e, assim, viabilizar sua aplicação sem que houvesse segregação e para que a manutenção do abatimento fosse pelo menos de 2:00 hs, tendo em vista o tempo de aplicação de um caminhão de 6 m3 de concreto.

Sobre o concreto desempenado o redutor de evaporação superficial CONFILM era imediatamente aplicado por aspersão para reduzir a evaporação imediata, auxiliando o combate às fissuras. Sobre o concreto polido com o auxílio de acabadoras de superfície, era aplicado o agente de cura MASTERKURE 201 e depois de 2:00 hs iniciada a cura úmida.

Piso do Segundo Subsolo:

Neste piso foi decidido confeccionar uma camada de piso não aderido onde o piso de concreto original foi utilizado como base. O concreto armado foi realizado com uma espessura de 10 cm e aplicado sobre camada de filme de polietileno.

Tendo em vista a maior espessura e, conseqüentemente, maior velocidade de consumo de concreto por m2 de piso, o aditivo superplastificante GLENIUM 51 foi substituído pelo aditivo superplastificante RHEOBUILD 1000 pela sua maior viabilidade econômica. As fibras de polipropileno MASTERFIBER também foram adicionadas na concreteira e os procedimentos de cura foram repetidos.

Tratamento das Juntas dos Pisos:

Após 30 dias da confecção dos novos pisos, as juntas foram tratadas e as vagas de garagem foram preenchidas. Como o selante deveria ter comportamento elástico e ao mesmo tempo ter dureza superior a Shore A 50, foi adotado o selante monocomponente ULTRA


Conclusão:

Os serviços foram executados atendendo todos os critérios e desafios propostos no prazo acordado.

Não se sabia qual seria o consumo da ponte de aderência MASTERFIX C para grandes áreas, já que nunca tinha sido aplicado numa área tão grande anteriormente. O índice de 1,6 kg/m2, alcançado durante a realização desta obra, poderá ser usado como referência para as próximas obras.

O concreto apresentou reologia ideal para a aplicação e a concreteira teve bom aproveitamento de transporte. Após 4 meses de término do serviço, o concreto permanece totalmente aderido e sem fissuramento.
Fonte:Basf
http://www.basf-cc.com.br/PT/projetos/proj_comerciais/Pages/Edif%C3%ADcioVarig.aspx

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