domingo, 14 de agosto de 2011

O COLAPSO PROGRESSIVO E AS AMARRAÇÕES


Pressupõe-se que, se todos os elementos estruturais têm interligações capazes de transferir a capacidade requerida na tração, compressão ou cortante sem recorrer a condições de atrito ou de acordo com o especificado abaixo, a edificação tem condições de prover adequada proteção contra o colapso progressivo.

Para resistir ao colapso progressivo, os elementos principais de uma estrutura devem estar amarrados entre si, de modo a possibilitar a redistribuição de forças, no caso de rupturas localizadas. 

Essa amarração consiste de amarrações periféricas, internas, amarrações horizontais ligadas aos pilares e amarrações verticais, conforme disposição esquemática da Figura 3.14. 

A capacidade resistente dessas amarrações é considerada em separado das forças que resultam das ações normais, porém não deve ser menor do que a capacidade exigida por essas forças.


As armações dispostas para resistir às ações normais de projeto podem ser consideradas como parte (ou todo) dessas amarrações, respeitado os seguintes mínimos:

a)    Nas amarrações perimetrais, dispor armações longitudinais contínuas, nas faces superiores (negativas) de pelo menos 1/6 da armação exigida nos apoios, e, nas faces inferiores, ¼ da armação exigida a meio vão, nunca usando menos de duas barras;

b)    Nas amarrações internas, dispor apenas, nas faces inferiores, ¼ da armação exigida a meio vão, nunca usando menos de duas barras.

 As barras dessas armações devem ser ancoradas devidamente,          estendo-as além de todas as outras barras das armações com que cruza de um comprimento igual ao comprimento de ancoragem das mesmas.

As amarrações internas em cada piso e na cobertura devem ser dispostas ortogonalmente; devem ser contínuas em todo o seu comprimento; e devem ser devidamente ancoradas, em suas extremidades, nas amarrações periféricas. 

A armação dessas amarrações pode estar toda concentrada nas vigas ou estender-se, lateralmente, pela laje.


Essas amarrações internas não devem estar espaçadas de mais do que 1,5 vezes o espaçamento entre eixos dos pilares, que suportam dois painéis de lajes adjacentes, na mesma direção dessas amarrações.

As amarrações periféricas também devem contínuas e dispostas em cada piso e na cobertura. Os pilares de canto devem ser amarrados na estrutura nas duas direções perpendiculares.

Cada pilar (ou pilar parede, ou parede portante de concreto armado) deve ser amarrado continuamente do nível mais baixo ao mais alto.

 A amarração dever ser capaz de resistir à maior força normal de cálculo que é transferida ao respectivo pilar pelo piso mais desfavorável. 

Se há pilares que não têm continuidade pela existência de vigas de transição, deve ser realizada uma verificação geral da integridade da estrutura, de modo a assegurar que existam adequados meios de transferir as cargas às fundações.


COLAPSO PROGRESSIVO DOS EDIFÍCIOS


Fonte:"COLAPSO PROGRESSIVO DOS EDIFÍCIOS"-ANTÔNIO CARLOS REIS LARAJEIRAS E NISTIR 7396

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