sábado, 29 de setembro de 2012

RESERVATÓRIOS EM PRFV(POLIESTER REFORÇADO COM FIBRA DE VIDRO)


Cenário do setor e Principais resultados conquistados

Revisão Normativa

A revisão dos documentos normativos referentes aos reservatórios de PRFV vem sendo uma atividade importante do Programa de Garantia da Qualidade. Os diagnósticos e estudos realizados mostraram que:
  • A norma brasileira de 1994 estava obsoleta e precisava ser revista para contemplar exigências de toxicidade e de resistência mecânica do reservatório de PRFV;
  • A metodologia de ensaio de toxicidade prescrita na ANVISA, por tratar de legislação genérica para embalagens e equipamentos plásticos em contato com alimentos, não continha o detalhamento suficiente para análise dos reservatórios de PRFV. Por conseqüência, dois laboratórios de ensaios poderiam ter interpretações diferenciadas em relação à metodologia de ensaio e obter resultados de ensaios diferentes entre si.
Neste contexto, em 2005 foi publicada a revisão da NBR13210 Reservatório de poliéster reforçado com fibra de vidro para água potável – Requisitos e métodos de ensaio, que por sua vez contempla os requisitos necessários para avaliação técnica dos reservatórios de PRFV, inclusive com detalhamentos satisfatórios da metodologia de ensaio de toxicidade (estireno residual e migração específica).
Entretanto, como a norma brasileira é evolutiva, o Programa solicitará à ABNT uma nova revisão normativa para correção das seguintes principais questões:
- limitação de volume nominal dos reservatórios em função das suas exigências mecânicas requeridas; - adoção de novas exigências de resistência ao impacto, conforme já mencionando no item anterior.
Evolução do setor
A primeira atividade realizada pelo Programa de Garantia da Qualidade foi a realização de um diagnóstico para a avaliação da qualidade dos reservatórios de PRFV. Através da realização deste diagnóstico, foi possível verificar que:
  • setor de reservatórios de PRFV apresentava reprovações em relação às exigências de toxicidade prescritas pela ANVISA;
  • a norma brasileira vigente naquele momento (versão de 1994) estava obsoleta, e, portanto havia a necessidade de sofrer uma revisão para contemplar a realidade tecnológica do setor, as portarias do Ministério da Saúde relativas à verificação da toxicidade de reservatórios de PRFV, bem como contemplar os requisitos de desempenho críticos ao usuário final e seus respectivos métodos de ensaio;
  • no diagnóstico, foram determinadas as principais deficiências dos reservatórios comercializados no Brasil, bem como foram analisados os requisitos potenciais de desempenho para consubstanciar as novas exigências normativas;
  • a partir dos diagnósticos e estudos realizados, o Programa elaborou uma proposta de texto normativo, e solicitou à ABNT – Associação Brasileira de Norma Técnicas - a revisão da NBR13210. Em dezembro/05, a ABNT publicou a revisão da NBR 13210 – Reservatório de poliéster reforçado com fibra de vidro para água potável – Requisitos e métodos de ensaio.
Após esta primeira etapa que envolveu diagnósticos, estudos e revisão da Norma Brasileira, o Programa passou a exigiu que os reservatórios de PRFV atendessem aos requisitos normativos, incluindo principalmente àqueles relacionados à potabilidade da água, por tratarem de requisitos críticos à saúde humana e com limites estabelecidos nas legislações da ANVISA.
Neste contexto, foram implementadas pelo Programa ações para possibilitar que as empresas participantes corrigissem seus produtos em relação aos requisitos normativos, dentre elas, execução de ensaios de:
- determinação dos teores de resina, fibra e de carga;
- determinação da dureza Barcol; - testes de acetona.

Normas de referência



- NBR13210/05 - Reservatório de poliéster reforçado com fibra de vidro para água potável – Requisitos e métodos de ensaio;

- NTE 1090-RE-NT001/08 - Reservatório de poliéster reforçado com fibra de vidro para água potável de volume nominal de até 2000 litros (inclusive) – Requisitos e métodos de ensaio.


Ensaios realizados


Aspectos visuais
Marcação
Dimensões
Massa
Resistência ao impacto - Queda livre  e Impacto localizado
Opacidade
Toxicidade – estireno residual e migração específica
Volumes útil e efetivo
Estanqueidade à água
Resistência à deformação sob ação da água à temperatura ambiente

Fonte:TESIS

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