sábado, 8 de setembro de 2012

O SETOR ELÉTRICO E AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS



Entre 50% e 70% das falhas ocorridas no passado em linhas de transmissãobrasileiras estavam relacionadas, de alguma forma, às condições climáticas. (foto: Katy Warner/ CC BY-SA 2.0)



A experiência brasileira mostra isso. Entre 50% e 70% das falhas ocorridas no passado em linhas de transmissão brasileiras estavam relacionadas, de alguma forma, às condições climáticas – mais especificamente, às chamadas tempestades intensas ou tempestades severas, segundo um jargão comum, embora tecnicamente poucopreciso.
Esses temporais mais fortes, embora representem apenas cerca de 1% das tempestades que ocorrem no país, caracterizam-se por condições extremas de vento, raios ou precipitação – chuva, na linguagem corrente. Combinados ou de forma isolada,esses fenômenos são capazes de interromper o fluxo de energia ao longo das linhas, interferindo de maneira significativa no sistema elétrico.
No Brasil, país com a maior incidência de tempestades no mundo (cerca de 500 mil tempestades por ano), mesmo esse pequeno percentual (1%) equivale a um número expressivo de temporais (algo em torno de 5 mil/ano).
Com o aquecimento global, esse número tende a aumentar nas próximas décadas. Estudo elaborado pelo Elat a partir de modelos numéricos estima que haverá um crescimento de 10% a 30% no número de tempestades a cada grau de aumento da temperatura global.
A esse risco deve ser somada uma possível intensificação das tempestades. 
Observações feitas pelo Elat revelam que a intensificação das tempestades já faz parteda realidade. No Sudeste brasileiro, por exemplo, tempestades com mais de mil raioem uma hora vêm se tornando cada vez mais comuns. Nos últimos três anos, tais tempestades foram registradas em São Paulo (SP), Taubaté (SP), Mogi das Cruzes (SP), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ) e em muitas outras cidades.
Ref: "O setor elétrico e as mudanças climáticas"-Ciência Hoje

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