sábado, 30 de março de 2013

CHOQUE TÉRMICO NOS REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA


A análise das tensões de origem térmica em sistemas de multiplas camadas tem sido desenvolvidas nos trabalhos de Brown e Erdoganc(1968) ;Matysiak(1989) e Kaczynski(1993),dentre outros autores.

Dentro da abordagem da propagação das fissuras é possível também estimar o grau de deterioração causado pelas tensões,o qual varia de material para material e pode compreender desde o surgimento de uma fissura,a propagação de fissuras existentes no material ou até a ruptura do material.

A flutuação das tensões produzidas por este carregamento pode incrementar o processo de dano progressivo no revestimento de argamassa pelo crescimento e propagação das microfissuras existentes no corpo e na interface do revestimento.

Em função destas características,a recomendação de Lu;Fleck(1998) é aplicar como critério de ruptura a situação em que a fissura pré-existente de maior comprimento se propaga,ou seja,quando o fator de intensidade da tensão máxima atinge o valor da tenacidade à fratura(KIC) da argamassa.

A formação da fissura e a sua propagação tem um papel importante no desempenho do revestimento da argamassa,tanto porque pode comprometer sua resistência mecânica como sua estanqueidade .

A resistência às tensões térmicas do revestimento de argamassa é influenciada principalmente pelas seguintes propriedades das camadas constituintes :
-módulo de elasticidade
-resistência à tração
-coeficiente de expansão térmica
-coeficiente de Poisson
-tenacidade à fratura

http://publicacoes.pcc.usp.br/PDF2009/BT538.pdf

Fonte:"Choque Térmico nos Revestimentos de Argamassa"-Juan Francisco Esquivel e Mércia M.S.B. Barros-BT/PCC/538-USP

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