domingo, 3 de março de 2013

QUALIDADE DOS COMPONENTES DAS ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO


NORMA TÉCNICA ESTIMULA A QUALIDADE

Publicado em 01 de outubro de 2012


Dividida em sete partes, para contemplar todos os tipos de componentes de esquadrias, a NBR 15.969 entrou em vigor no final do ano passado e deverá estar totalmente publicada até 2014. Com ela, fabricantes e fornecedores da cadeia produtiva poderão atestar o desempenho de seus produtos através de ensaios em laboratório.


Há bem pouco tempo, os fabricantes de esquadrias avaliavam os componentes disponíveis no mercado com base em suas próprias experiências. Fabricantes e fornecedores de componentes, por sua vez, procuravam mostrar os diferenciais técnicos e de qualidade de seus produtos de forma empírica ou através dos ensaios realizados nas esquadrias. Porém, mesmos os testes feitos em laboratórios não analisavam somente o componente, mas sim o conjunto. Essa situação está mudando, conforme são publicados os textos da norma ABNT NBR 15.969-1:2011 - Componentes para Esquadrias, que entrou em vigor em agosto de 2011, com a publicação da Parte 1: Roldana - Requisitos e Métodos de Ensaio.


Com isso, fabricantes e fornecedores de componentes devem agora ensaiar seus produtos de acordo com a norma e avaliar o desempenho desses materiais. E os fabricantes de esquadrias poderão adquirir os componentes com maior confiança, para fabricar janelas e portas com qualidade e em conformidade com a NBR 10.821 nos requisitos de permeabilidade ao ar, estanqueidade à água e isolamento acústico.


A norma começou a ser discutida há mais de cinco anos, por um grupo de trabalho composto por fabricantes e fornecedores de componentes, Associação de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (Afeal), Sindicato da Indústria de Artefatos e Metais Não Ferrosos no Estado de São Paulo (Siamfesp), laboratórios de ensaio, Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) e fabricantes de esquadrias. O Siamfesp, através da Comissão de Estudos (CE) de Componentes para Esquadrias, coordena os trabalhos do grupo, enquanto a Afeal prepara e formata os textos para as discussões.


“Quando melhoramos a vedação da esquadria - papel importantíssimo da escova de vedação -, reduzimos as frestas e aprimoramos o isolamento acústico das esquadrias e de toda a fachada”, explica a engenheira Fabíola Rago, consultora técnica da Afeal e secretária da Comissão de Estudos. Todos da cadeia construtiva devem se envolver nesse processo. “O fabricante de esquadrias precisa exigir dos fornecedores de componentes a comprovação do atendimento à norma NBR 15.969 e as construtoras devem exigir dos fabricantes de esquadrias o atendimento à norma NBR 10.821-2”, ela orienta.


“Como não era viável escrever uma norma para cada componente, a Comissão de Estudos optou por separá-los em grupo e manter a mesma numeração da norma, dividindo-a em partes, seguindo a metodologia utilizada atualmente pela ABNT, nos moldes da ISO”, explica Fabíola. No texto final, a norma terá sete partes: Roldana - Requisitos e Métodos de Ensaio; Escova de Vedação - Requisitos e Métodos de Ensaio; Fecho (texto em análise pela CE); Articulação; Persiana de Enrolar; Dobradiça; Componentes em Náilon.
Fonte:FINESTRA

Nenhum comentário:

Postar um comentário