terça-feira, 9 de abril de 2013

PROVÁVEIS MOTIVOS DE EXPLOSÕES EM REDES SUBTERRÂNEAS



Podemos dizer de forma simplificada que, para termos uma explosão, necessitamos da presença simultânea de dois fatores: uma atmosfera com características de explosividade e uma fonte de ignição com a energia necessária. 


Uma atmosfera adquire características explosivas quando apresenta uma determinada concentração mínima de gases inflamáveis ou pós combustíveis em suspensão. No caso, cada gás inflamável ou pó combustível possui sua concentração mínima característica, chamada de LIE – limite inferior de explosividade. No caso das redes subterrâneas, não é provável haver presença de pós combustíveis, de modo que o principal cenário é a concentração de gases inflamáveis.


Porém, o gás da concessionária pode não ser a principal fonte de emissão: estudos americanos apontam que o isolamento dos cabos elétricos, ao ser deteriorado por temperaturas acima das recomendadas pelos fabricantes, libera gases inflamáveis que podem ficar acumulados nos dutos e caixas. Dessa forma, o curto-circuito resultante seria a fonte de ignição capaz de promover a explosão.


O evento de explosão na rede de distribuição subterrânea pode ser ilustrado utilizando-se a topologia típica ilustrada na Figura 1, em que uma falta ocorrida nos dutos promoveria a ignição dos gases acumulados e, a partir da primeira explosão, uma série de explosões avançaria até encontrar a caixa mais próxima. Devido à pré-compressão, a energia liberada nesta explosão na caixa seria maior que a inicial ocorrida no duto, resultando no arremesso da tampa.


Dependendo da geometria da rede e volumes de gases envolvidos, outras caixas poderão sofrer também os efeitos da propagação das explosões e serem lançadas as tampas.

Fonte: Riscos de explosão nas redes subterrâneas/ O Setor Elétrico


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